terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

D:D

Egoísmo; a incapacidade de poder ver através dos olhos de outra pessoa e nem mesmo ligar pra isso. Você não é o centro do mundo. Chore se as lágrimas que caírem tiverem verdade.

Angústia de não saber quando isso tudo vai passar. Por que tudo resolveu cair em cima de mim, tudo de uma vez só? Não grite comigo justo agora que não estou bem nem comigo mesma.

Ódio que por mais que já tenham passado por isso, não sabem o que você está sentindo. "Posso estar cercado de um milhão de pessoas e eu ainda me sinto sozinho." E quando o seu quarto passa a ser a sua casa, e o caderno seu confessionário.
Não exploda. Chore, escreva, desenhe, converse. Sorria porque você é maior que isso, e na vida tudo passa, não é?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

19 coisas sobre mim

1 - Gosto de andar na rua e olhar cada pessoa, cada rosto e cada impressão que essa pessoa têm a oferecer;
2 - Acho muito difícil escrever ou dizer o que eu sinto. Há prós e contras nisso;
3 - Pisco muito quando estou nervosa ou envergonhada;
4 - É quase impossível para mim falar em público;
5 - Eu tenho quase toda a certeza que não te odeio;
6 - Pessoas que não me conhecem, geralmente, têm uma "imagem" errada de quem sou eu;
7 - Não gosto quando algo que é quase concreto na minha cabeça, muda de repente;
8 - Acho a injustiça e a sorte (ou destino) tristes;
9 - Não gosto de estar confusa ou perdida;
10 - Eu abandonei esse blog, mesmo pedindo para os outros não fazerem o mesmo. Irrita essa sensação do dia seguinte de ter escrito algo tão bobo;
11 - Tenho sono desregulado;
12 - Não tenho boa reação à elogios;
13 - Odeio ter que fazer tantas coisas que só terão importância no futuro;
14 - Favor não gritar comigo;
15 - Tento sempre lembrar daquela velha frase "você gostaria se fosse com você?";
16 - Tenho dificuldade de falar com pessoas que não estou acostumada, isso muitas vezes me faz preferir ficar em casa do que na "festinha do amigo";
17 - Fico de melhor humor quando tenho sempre uma boa música para escutar;
18 - Sou mais médica do que escritora;
19 - Fico feliz se você leu até o 19.

domingo, 11 de julho de 2010

Lullaby

Quando estamos sozinhas em casa, eu costumo levar meu colchão ao quarto da minha irmã, e ficamos conversando até adormecermos. Em uma dessas noites o assunto acabou - nada de estranho, mas o único som que podíamos escutar era do compasso do relógio.

Minha irmã pegou o violão e começou a tocar uma música que eu conhecia, mas em um ritmo diferente. Tentei entender o que ela estava fazendo. Estávamos nós duas, no silêncio da madrugada com um relógio marcando o ritmo da música que ela tocava.

De vez em, quando, ela errava a nota e escorregava à certa, pois estava sem luz. Eu conseguia ouvir o seu riso disso, ou um "opa!". O ritmo também se confundia, então começava de novo.

Logo reconheci a música, uma que eu gosto porque me deixa sono, com uma voz baixinha e violão calmo. Aos poucos, o som começou a ficar abafado e distante. Eu conseguia ouvir pessoas na rua e carros passando. Agora esses sons ficaram distantes, também.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

...

Exclui a crônica "Coisas", porque ela ficou ruim no dia seguinte. Mas ela não vai voltar melhor amanhã, ou até daqui alguns anos como fez aquele poeta.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido.

Fico frustrada quando não descubro músicas novas. Frustrada com tudo. Com a sensação que preciso mudar o que está em volta, porque parece tudo o mesmo.

Às vezes lembrar de várias músicas antigas fazem-nas reviverem, como novas. As músicas vão crescendo comigo, e é por isso que eu gosto quando isso acontece, me faz lembrar do tempo que eu gostava delas, e o porquê. É como rever um amigo que você gostava muito e ver que ele ainda age da maneira que você gostava.

Se não descubro músicas novas sinto que eu não estou mudando, e é daí que vem a frustração.

O estranho é como a música transporta você pro momento que ela foi escrita. Se você pára, fecha os olhos e escuta a letra e seu significado, você consegue sentir a alegria, tristeza, o amor da pessoa que a escreveu. Por isso músicas emocionam. Por isso pessoas acham que algo é legal sem saber seu sentido, e faz ser passageiro.

Renovar músicas faz mudar o que está em volta, talvez aprendendo com o que ela diz, ou apenas iluminando o que você faz. Pode expressar o que você sente para pessoas que não estão te compreendendo no momento.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Timidez

Timidez. Não sei muito o que escrever sobre ela, mas sei que está muito presente em minha vida.

Me fez perder algumas oportunidades importantes, e depois, fiquei muito arrependida. Perdi alguns sorrisos, alguns choros, não demonstrei a emoção quando era necessário. Quase explodi com tantas coisas guardadas para dentro. As minhas redações da escola ficavam ruins porque eu não tinha coragem de escrever algo com verdade. O blog já é um grande passo.

Não pense que eu sou uma pessoa quieta, porque eu não sou, apenas deixo de falar quando não é muito necessário, mas na verdade é necessário para mim. Confuso, ? A timidez não é algo ruim, mas quando você a têm, tem de usar direito. Coisa que eu não faço. Já deixei até de ser educada por isso, que feio. :o

Falo com pessoas que eu conheço, gosto, etc. Além dessas também, só que é difícil. Aos poucos vou aprendendo a lidar com ela, sem perder o controle e sair gritando na rua.

Fim

Obs.: Não abandonem seus blogs! D:

sábado, 15 de maio de 2010

É bom que 2 reais dá pra comprar um lanchinho...

No metrô, no meio de toda aquela gente, estava eu, subindo a escada rolante. No andar seguinte, fui passar pela catraca. Mas antes que eu passasse, vejo uma nota de dois reais cair ao chão. Fui rápida e peguei a nota.

- É do senhor?
- O quê?
- Esse dinheiro, você perdeu?
- Não, não é meu.

"Aaah não, custava dizer que era sua e levar embora?!", pensei. Nessas eu fico meio perdida. Estava desesperada, sem saber o que fazer. O que eu faço? Decido passar a catraca e ir pra aula, com o dinheiro na mão.

O dinheiro estava à mostra, caso alguém decidisse pegar da minha mão e sair correndo, assim eu me sentia menos culpada. Ou caso o dono e visse e simplesmente pedisse de volta. Mas eu sabia que isso não ia acontecer...

Saio do metro, passo pela avenida, atravesso a rua e estou prestes a chegar na aula. Quando de repente, ouço alguém dizer:

- É bom que 2 reais dá pra comprar um lanchinho, ?
- QUÊ?! - Eu respondo, no susto, e viro para o moço, que repetiu:
- É bom que 2 reais dá pra compra um lanchinho, eu disse.
- Você tá falando do que?
- Dos 2 reais que você pegou pra você.
- Mas eu não achei o dono! - Agora eu estava me sentindo REALMENTE culpada.
- É, mas você pegou pra você!
- Você faria diferente?
- Se eu não achasse o dono, sim.
"ENTÃO VOCÊ TÁ ME ENCHENDO O SACO POR QUE, MEMO?!" foi o que eu realmente queria dizer, mas não disse.
- Então, eu não estou errada.
- É, que nem uma vez eu estava no super mercado, ai eu não achei o dono...

Virei as costas e fui embora, ignorando o que ele dizia. Nunca mais pego um dinheiro perdido.
Mas no fim, eu comprei um sorvetinho.

Obs.: Como é bom atualizar o blog :)